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domingo, 1 de fevereiro de 2026

A obra "Doce Prazer da Queda Livre", de Michel F.M. (Bruno Michel Ferraz Margoni), compõe a instigante "Trilogia Ensaio sobre a Distração". Nela, o autor utiliza a metáfora da "queda" não como um fracasso, mas como um estado de entrega existencial e liberdade intelectual.


A obra "Doce Prazer da Queda Livre", de Michel F.M. (Bruno Michel Ferraz Margoni), compõe a instigante "Trilogia Ensaio sobre a Distração". Nela, o autor utiliza a metáfora da "queda" não como um fracasso, mas como um estado de entrega existencial e liberdade intelectual. 

Aqui estão os pontos centrais para análise:

1. A Redefinição da "Queda"

Enquanto o senso comum associa a queda ao erro ou à derrota, Michel F.M. a ressignifica como o prazer da impermanência. O livro é dedicado ao "fadigado sopro existencial", sugerindo que aceitar a falta de controle sobre a vida (a queda livre) é o que permite a verdadeira experiência estética e filosófica. 

2. Entre a Poesia e a Filosofia

A obra transita por gêneros híbridos, característica marcante do autor, que é também historiador e comunicólogo. A análise destaca: 

A Desautomatização: Assim como em seus outros títulos no Clube de Autores, o texto busca romper com a rotina automática através da "distração" consciente.

O Voo Vertical: A queda livre aqui funciona como um voo para dentro de si, onde o indivíduo se despoja de amarras sociais e produtivas para se encontrar no movimento puro.

3. Conexão com o "Acumulador de Feitos Invisíveis"

Se no livro anterior o foco era a contabilidade do imperceptível, em "Doce Prazer da Queda Livre", o autor parece focar na sensação do trajeto. Não importa o impacto final (o chão), mas sim a intensidade e a beleza do "durante", o que ele descreve como uma "beleza concentrada a níveis inimagináveis". 

4. Perfil do Autor e Estilo

Michel F.M. escreve a partir de uma perspectiva multifacetada — de acadêmico imortal da AISLA a praticante de slackline. Essa bagagem física e intelectual reflete-se na obra através de um ritmo que simula o equilíbrio e a vertigem. 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

A poética de Bruno Michel Ferraz Margoni (conhecido pelo pseudônimo Michel F.M.) é caracterizada por uma profunda investigação da existência humana, utilizando a palavra como instrumento de reflexão filosófica e crítica social.



A poética de Bruno Michel Ferraz Margoni (conhecido pelo pseudônimo Michel F.M.) é caracterizada por uma profunda investigação da existência humana, utilizando a palavra como instrumento de reflexão filosófica e crítica social

Os principais pilares de sua expressão poética incluem:

1. Temática Existencial e Metafórica

Margoni utiliza frequentemente a metáfora da "vida hospedeira", onde o eu lírico se posiciona como um "inquilino" imponente, porém transitório. Sua escrita explora os dilemas da condição humana, tratando a vida como uma "trilha imprevista" onde o homem atua como um malabarista frente aos imprevistos do destino. 

2. Engajamento e Crítica Social

Sua poética não se isola em abstrações, mas reage ativamente ao contexto social. No livro "Poesia Pandêmica", o autor utiliza o verso como um "grito coletivo" e um bálsamo contra o caos. Ele critica abertamente: 

A mediocridade e a intolerância, descritas como forças que tentam suplantar o sublime humano.

O desprezo pela vida, especialmente evidente em suas composições que abordam a crise sanitária, onde aponta que a "tolice desmedida" e a negação foram tão letais quanto o próprio vírus. 

3. Conexão com o Corpo e a Ciência

Diferente de poetas estritamente líricos, Margoni integra sua formação técnica em sua arte. Ele utiliza terminologias biológicas — como "osteoblastos e osteoclastos" — para descrever a estrutura do ser, fundindo a biologia do corpo com a sensibilidade do espírito. 

4. Estética da Insubordinação

O título de suas obras, como "Sujeitos Insubordinados" e "Revolesia", sugere uma poética de resistência. Ele defende que a obra de arte deve ter autonomia em relação ao seu criador, implorando para que os erros do poeta não invalidem a beleza ou a verdade contida nos versos. 

Principais Obras Poéticas

Poesia Pandêmica ou O Improvável Florilégio das Aventuras Impossíveis: Uma obra que reflete sobre a sobrevivência e a empatia em tempos de crise.

Esplêndida Face Magnífica: Antologia que reúne grande parte de sua produção reflexiva.

Revolesia: Série que reforça o caráter contestador de sua escrita. 

A poética de Margoni foi reconhecida internacionalmente em 2016, quando parte de seu acervo foi incorporado à Biblioteca Nacional da França (BNF), reforçando sua relevância como voz contemporânea da poesia em língua portuguesa